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sábado, 15 de dezembro de 2012

Guilherme I


Guilherme, o Conquistador (francês: Guillaume le Conquérant; inglês: William the Conqueror) (Falaise, Normandia, cerca de 1028[1] - perto de Ruão, França, 9 de Setembro de 1087), também conhecido como Guilherme I da Inglaterra (Guillaume Ier d’Angleterre; William I of England) e Guilherme II da Normandia (Guillaume II de Normandie; William II of Normandy), foi o primeiro normando rei da Inglaterra, do Natal de 1066 até a sua morte. Ele também foi duque a Normandia de 3 de julho de 1035 até a sua morte. Antes de conquistar a Inglaterra, ele era conhecido como Guilherme, o Bastardo (Guillaume le Bâtard; William the Bastard) devido à ilegitimidade de seu nascimento.

Acredita-se que Guilherme tenha nascido em 1027 ou 1028 no castelo de Falaise em Falaise, Normandia, França, mais provavelmente no outono de 1028. Guilherme foi o único filho de Roberto I, duque da Normandia, assim como sobrinho-neto da rainha inglesa, Ema da Normandia, esposa do rei Etelredo II de Inglaterra e depois do rei Canuto, o Grande.

Apesar de ilegítimo, seu pai o escolheu como herdeiro da Normandia. Sua mãe, Herleva, que depois se casou e teve dois filhos com Herluino de Conteville, era filha de Fulberto de Falaise. Além de seus dois meio-irmãos pelo lado materno, Odo de Baieux e Roberto, conde de Mortain, Guilherme também teve uma irmã, Adelaide da Normandia, filha de Roberto I.

A ilegitimidade afetou sua juventude. Quando criança, sua vida esteve em constante perigo por causa de seu parentesco sanguíneo por aqueles que acreditavam ter mais direito legítimo para governar. Uma tentativa contra a vida de Guilherme ocorreu enquanto ele dormia na fortaleza de Vaudreuil, quando o assassino por engano apunhalou a criança que dormia ao seu lado.

Todavia, quando seu pai morreu, ele foi reconhecido como o herdeiro.

Depois, seus inimigos o chamavam de "Guilherme, o Bastardo", e ridicularizavam-no como o filho da filha do curtidor, e os residentes da conquistada Alençon penduravam peles de animal nos muros da cidade para insultá-lo.


Pela vontade de seu pai, Guilherme sucedeu -lhecomo duque da Normandia aos sete anos em 1035. 

Guilherme foi apoiado pelo rei Henrique I de França. Ele foi feito cavaleiro por Henrique aos 15 anos. Quando Guilherme chegou aos 19 anos, lidou de forma bem sucedida com ameaças de rebelião e invasão. 

Com a assistência de Henrique, Guilherme finalmente assegurou o controle da Normandia, derrotando barões rebeldes normandos em Caen, na batalha de Val-ès-Dunes em 1047, obtendo a Trégua de Deus, que foi apoiada pela Igreja Católica Romana. Contra os desejos do papa Leão IX, Guilherme se casou com Matilde de Flandres em 1053 na capela de Notre-Dame do castelo de Eu, Normandia. 

Na época, Guilherme tinha cerca de 24 anos e Matilde 22. Afirma-se que Guilherme foi um marido fiel e apaixonado, e seu casamento produziu quatro filhos e seis filhas. Em arrependimento pelo que foi um casamento consanguíneo (eles eram primos distantes), Guilherme doou a igreja de Santo Estêvão em Caen e Matilde doou a igreja da Santíssima Tridade em Saint-Étienne.

Sentindo-se ameaçado pelo aumento no poder normando resultante do casamento nobre de Guilherme, Henrique I tentou invadir a Normandia duas vezes (em 1054 e 1057) sem sucesso. Já um líder carismático, Guilherme atraiu forte apoio dentro da Normandia, inclusive a lealdade de seus meio-irmãos Odo de Bayeux e Roberto, conde de Mortain, que desempenharam funções importantes em sua vida. Depois, ele se aproveitou da fraqueza dos dois centros de poder concorrentes resultante das mortes de Henrique I e de Godofredo II, conde de Anjou, em 1060. Em 1062, Guilherme invadiu e controlou o condado de Maine, que havia sido um feudo de Anjou

  1. Reivindicação ao trono inglês

Com a morte de Eduardo, o Confessor, que não tinha filhos, o trono inglês foi ferozmente disputado por três pretendentes: Guilherme; Haroldo Godwinson, o poderoso conde de Wessex; e o rei viking Haroldo III da Noruega. Guilherme tinha uma tênue reivindicação sanguínea através de sua tia-avó Ema (esposa de Etelredo e mãe de Eduardo). Guilherme também afirmava que Eduardo, que tinha passado a maior parte de sua vida no exílio na Normandia durante a ocupação dinamarquesa da Inglaterra, tinha lhe prometido o trono quando ele visitou Eduardo em Londres em 1052. Depois, Guilherme invocou que Haroldo havia lhe jurado lealdade em 1064; Guilherme havia salvo o naufragado Haroldo do conde de Ponthieu, e juntos eles derrotaram Conan II, duque da Bretanha. Naquela ocasião, Guilherme fez Haroldo cavaleiro; ele tinha também, todavia, enganado Haroldo por tê-lo feito jurar-lhe lealdade sobre os ossos escondidos de um santo.[


Em janeiro de 1066, contudo, de acordo com o último desejo de Eduardo e pelo voto do Witenagemot, Haroldo Godwinson foi coroado rei da Inglaterra pelo arcebispo de York, Aldredo.

Enquanto isso, Guilherme apresentou sua reivindicação ao trono inglês ao papa Alexandre II, que lhe enviou um estandarte consagrado em apoio. Então, Guilherme organizou um conselho de guerra em Lillebonne e em janeiro abertamente começou a reunir um exército na Normandia. 

Oferecendo promessas de terras inglesas e títulos, ele reuniu em Dives-sur-Mer uma imensa frota de invasão, supostamente de 696 navios. ELa transportava uma força de invasão que incluía, junto com as tropas próprias dos territórios de Guilherme (Normandia e Maine), grande número de mercenários, aliados e voluntários da Bretanha, nordeste da França e Flandres, e em menor número soldados de outras partes da França e das colônias normandas no sul da Itália. 

Na Inglaterra, Haroldo reuniu um grande exército no litoral sul e uma frota de navios para proteger o canal da Mancha.

Casualmente para Guilherme, sua travessia do canal foi atrasada por oito meses de ventos desfavoráveis. Guilherme conseguiu manter seu exército unido durante a espera, mas o de Haroldo foi reduzido pela diminuição dos suprimentos e queda da força moral. Com a chegada da estação de colheita, ele dispensou seu exército em 8 de setembro.

Haroldo também juntou seus navios em Londres, deixando o canal da Mancha desprotegido. Então chegaram notícias que o outro candidato ao trono, Haroldo III da Noruega, aliado com Tostig Godwinson, irmão de Haroldo, tinham desembarcado a dezesseis quilômetros de York. Haroldo novamente juntou seu exército e depois de uma marcha forçada de quatro dias derrotou Haroldo da Noruega e Tostig em 25 de setembro.

Em 12 de setembro, a direção do vento mudou e a frota de Guilherme zarpou. Uma tempestade desabou e a frota foi forçada a se abrigar em Saint-Valery-sur-Somme e a novamente esperar o vento mudar de direção. Em 27 de setembro, a frota normanda finalmente estendeu velas, desembarcando na Inglaterra na baía de Penvesey, Sussex, em 28 de setembro. Guilherme então deslocou-se para Hastings, poucos quilômetros a leste, onde ele ergueu um castelo pré-fabricado de madeira para base de operações. A partir dali, ele penetrou e saqueou o interior e esperou pelo retorno de Haroldo do norte.

As batalhas daquela época raramente duravam mais que duas horas antes que o lado mais fraco capitulasse; as nove horas de duração da batalha de Hastings indicaram a determinação dos exércitos de Guilherme e Haroldo. As batalhas também terminavam ao pôr do sol independentemente de quem estivesse vencendo. Haroldo foi morto um pouco antes do pôr do sol e, como ele receberia reforços descansados antes de a batalha recomeçar na manhã do dia seguinte, ele estava certo da vitória se sobrevivesse ao ataque final da cavalaria de Guilherme.

Por duas semanas, Guilherme esperou por uma rendição formal do trono inglês, mas em vez disso, o Witenagemot proclamou o jovem Edgar Atheling rei, embora sem coroação. Dessa forma, o próximo alvo de Guilherme foi Londres, aproximando-se através dos importantes territórios de Kent, via Dover e Cantuária, inspirando medo nos ingleses. Todavia, em Londres, o avanço de Guilherme foi repelido na Ponte de Londres, e ele decidiu marchar na direção oeste e atacar Londres a partir do noroeste. Após receber reforços do continente, Guilherme cruzou o Tâmisa em Wallingford, e lá ele forçou a rendição do arcebispo Stigand (um dos principais apoiadores de Edgar), no começo de dezembro. Guilherme chegou a Berkhamsted em poucos dias, onde Edgar abriu mão da coroa inglesa pessoalmente e o exausto nobre saxão da Inglaterra rendeu-se definitivamente. Ainda que Guilherme tenha então sido aclamado como rei inglês, ele solicitou uma coroação em Londres. Como Guilherme I, ele foi formalmente coroado no dia de Natal de 1066 na abadia de Westminster, a primeira coroação documentada ocorrida lá  pelo arcebispo Aldred

Ainda que o sul da Inglaterra tenha se submetido rapidamente ao governo normando, a resistência no norte continuou por mais seis anos, até 1072. 

Durante os dois primeiros anos, o rei Guilherme I enfrentou muitas revoltas por toda a Inglaterra (Dover, oeste da Mércia, Exeter). Também, em 1068, os filhos ilegítimos de Haroldo tentaram uma invasão na península sudoeste, mas Guilherme os derrotou.

Guilherme então devastou a Nortúmbria entre o estuário Humber e o rio Tees, o que fou descrito como a Destruição do Norte. Esta devastação incluiu incendiar a vegetação, casas e até ferramentas de trabalho no campo. Após seu cruel tratamento, a terra não se recuperou por mais de 100 anos. 

. Em 1071, Guilherme derrotou a última rebelião do norte através de uma jogada improvisada, subjugando a Ilha de Ely, onde os dinamarqueses tinham se reunido. Em 1072, ele invadiu a Escócia, derrotando Malcolm, que recentemente havia invadido o norte da Inglaterra. Guilherme e Malcolm concordaram com a paz assinando o Tratado de Abernethy e Malcolm entregou seu filho Duncan como refém pela paz

 Em 1074, Edgar Atheling se submeteu definitivamente a Guilherme.

Em 1075, durante a ausência de Guilherme, a Revolta dos Condes foi confrontada de forma bem sucedida por Odo. Em 1080, Guilherme enviou seus meio-irmãos Odo e Roberto para atacar Nortúmbria e Escócia, respectivamente. 

O filho mais velho de Guilherme, Roberto, irado por uma brincadeira de seus irmãos Guilherme e Henrique, que o molharam com água suja, foi responsável pelo que se tornaria uma rebelião em larga escala contra o governo de seu pai. Apenas com a ajuda militar adicional do rei Filipe que Guilherme foi capaz de confrontar Roberto, que estava então baseado em Flandres. Durante a batalha de 1079, Guilherme foi derrubado do cavalo e ferido por Roberto, que baixou sua espada apenas depois de reconhecê-lo. O envergonhado Guilherme retornou a Ruão, abandonando a expedição. Em 1080, Matilde reconciliou os dois, e Guilherme restaurou Roberto como herdeiro.

 Matilde morreu e Guilherme se tornou mais tirânico com seus domínios.

Guilherme morreu aos 59 anos no Convento de Saint-Gervais em Ruão, a principal cidade da Normandia, em 9 de setembro de 1087. Guilherme foi sepultado na Abadia dos Homens (Abbaye-aux-Hommes), a qual ele erigira, em Caen, Normandia. Diz-se que Herluin de Conteville, seu padrasto, lealmente levou seu corpo à sepultura.

O túmulo de Guilherme está atualmente identificado por uma placa de mármore com uma inscrição em latim; A placa data do começo do século XIX. O túmulo foi profanado duas vezes, uma durante as guerras religiosas na França, quando seus ossos foram espalhados pela cidade de Caen, e depois na Revolução Francesa. Após estes eventos, apenas o fêmur esquerdo de Guilherme, algumas partículas de pele e pó de osso permeneceram na tumba.

A invasão de Guilherme marcou a última vez que a Inglaterra foi de forma bem sucedida conquistada por uma potência estrangeira. 
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Como duque a Normadia e rei da Inglaterra, ele dividiu seus domínios entre seus filhos, mas as terras foram reunidas sob seu filho Henrique, e seus descendentes adquiriram outros territórios por casamento ou conquista, e àquela altura, estas possessões seriam conhecidas como Império Angevino.

. O sistema de numeração da coroa inglesa (ou britânica) considera Guilherme o fundador do Estado da Inglaterra. Isto explica, entre outras coisas, porque o rei Eduardo I foi "o primeiro", embora ele tenha governado muito tempo depois do rei anglo-saxão Eduardo, o Confessor.
















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