
A descontracção do Dr. Isaltino, no decorrer do julgamento que está a decorrer, face ás graves acusações que está a ser alvo por parte do Ministério Público, só pode significar uma coisa, a certeza que não será condenado, porque a outra hipótese, inconsciência sobre a gravidade das mesmas, não é de colocar num jurista de profissão.
Enganar o fisco é normal, todos fazem, diz ele, mas o chato é quando somos apanhados, digo eu e disse também o tribunal há uns anos quando condenou a pena de prisão o empresário Cebola que enganou o fisco.
Também ludibriou a lei e a mulher utilizando a conta da secretária de então depositando várias vezes quantias entre 140 a 2.500 contos (700 a 12.250 euros) em numerário, chegando a ter nas mesmas cerca de 191 mil euros.
Tudo em dinheiro, como mandam as boas regras da mafia ou das lavagens em dinheiro.
Verbas que correspondiam sobretudo a donativos para campanhas eleitorais.
Um desses empresários, José Guilherme, chegou mesmo a pagar um jantar de aniversário do presidente camarário na Fortaleza do Guincho, que custou 680 contos (3.400 euros), como dizem que não há jantares grátis, neste caso deve corresponder a um aprova de amizade, desinteressada.
Isaltino Morais, 59 anos, foi constituído arguido em 2005 e pronunciado para julgamento em Junho passado por um crime de participação económica em negócio, três de corrupção para acto ilícito, um de branqueamento de capitais, um de abuso de poder e outro de fraude fiscal.
Pouca coisa uma insignificância aliás que não deverá colidir com o sentido de voto esclarecido dos oeirenses, que nas próximas autárquicas não deixarão de permitir, que o seu presidente da Câmara, continue a isaltinar mais uns anitos, engrossando a conta bancária na Suiça.
Agora se calhar vai ter é que dar mais algum à ex-mulher, sei lá